Novak Ads
Case demonstrativohistórias, nomes e números fictícios, para validar o formato

CasesBeautyin

BeautyinE-commerce · colágeno e nutricosméticosPeríodo: 12 meses

Do cupom à reposição: colágeno vendido como rotina

Case demonstrativo com dados fictícios: como a marca que criou a categoria dos aliméticos parou de vender colágeno por cupom e passou a vender rotina.

R$ 14 mi
faturamento digital no período
41%
recompra em 90 dias
+36%
ticket médio
4,8×
ROAS médio

O desafio

A Beautyin vende colágeno em lata: o Beautydrink com Verisol, o SleepingBeauty Tea para a noite, o MorningBeauty para a manhã e, mais recente, o PUMP com creatina. A venda digital acontece em dois lugares, a loja própria e a loja oficial no Mercado Livre, e os dois disputavam a mesma cliente com o mesmo produto.

A marca tem uma história que pouca concorrente tem. Cris Arcangeli, fundadora da Phytoervas e jurada do Shark Tank Brasil, criou a categoria dos aliméticos em 2010. O beautydrink chegou à Selfridges, em Londres, em 2012 e foi por dois anos seguidos a bebida oficial da London Fashion Week. Nada disso aparecia na mídia: os anúncios falavam de desconto e de brinde, e a cliente comparava a lata com outros colágenos pelo preço do grama.

O problema maior vinha depois da compra. Colágeno é uso diário, a lata acaba em semanas, e mesmo assim só 24% das clientes compravam de novo em 90 dias (dado fictício). Cada pico de vendas dependia de uma promoção, a semana seguinte começava do zero, e os anúncios de suplemento eram reprovados toda semana por causa das promessas de pele e firmeza.

A estratégia

A leitura da Novak: o produto já tinha recompra embutida, porque é consumido todo dia. Faltava vender o hábito, e não a lata. A operação foi reorganizada em quatro movimentos:

  • Rotina no lugar da lata avulsa: kits de manhã e noite (MorningBeauty e SleepingBeauty) e kits de 90 dias do Beautydrink, com o preço por dia na página em vez do preço da lata.
  • Reposição na hora certa: régua por WhatsApp e e-mail calculada pelo tamanho da lata e pela dose diária, chegando antes de o produto acabar.
  • Prova no lugar de promessa: criativos com o estudo clínico que a marca publica (160 mulheres, 60 dias) e com o acervo de comerciais da marca, escritos para passar na revisão de anúncios de suplemento.
  • Um papel para cada loja: Mercado Livre como porta de entrada, com latas avulsas; kits, lançamentos e reposição concentrados na loja própria, com a mesma tabela de preço nos dois.
Comercial do beautydrink com Sabrina Sato e Cris Arcangeli (2012), vídeo oficial do canal Beauty'In no YouTube
“

A lata nunca foi o problema. O problema era falar com a cliente só no dia da compra. Quando a mensagem passou a chegar uns dias antes de o colágeno acabar, a recompra parou de depender de cupom.

”
Camila Teixeira · Gerente de CRM, Novak Ads (nome fictício)

A execução

O trabalho rodou em três fases ao longo de 12 meses:

Fase 1: Fundação (meses 1 e 2). Tracking server-side na loja própria, catálogo único para Meta, Google Merchant Center e Mercado Livre, auditoria de margem por SKU e por canal e uma estrutura de contas com contingência para os anúncios de suplemento, que caíam na revisão com frequência.

Fase 2: Rotina (meses 3 a 7). Kits de manhã e noite e de 90 dias na loja própria, página de produto com preço por dia e modo de preparo, régua de reposição no ar e uma nova linha criativa com o estudo clínico e cortes dos comerciais antigos do canal da marca.

Cris Arcangeli, fundadora da Beautyin, com uma pirâmide de latas de Beautydrink, MorningBeauty e SleepingBeauty
A fundadora Cris Arcangeli com a linha de latas, fotografia oficial da marca (beautyin.com)

Fase 3: Escala (meses 8 a 12). Lançamento do PUMP Creatine Protein para um público que a marca ainda não tinha, o de academia, com campanhas e criativos separados da linha de beleza. Black Friday e Natal com acompanhamento diário de estoque, verba e margem por kit.

Os resultados

Em 12 meses, a Beautyin deixou de depender do calendário de promoções e passou a ter uma base que compra de novo. Os números fictícios abaixo mostram o que cada frente fez:

Mídia paga

Com prova no lugar de promessa, as reprovações caíram e a contingência segurou a veiculação nas datas de pico. Os cortes do acervo rodaram no remarketing para quem visitava a página e saía para comparar preço.

Comerciais Beauty Vending Machine (2016), vídeo oficial do canal Beauty'In no YouTube
4,8×
ROAS médio no período

Contra 3,1× nos 12 meses anteriores.

-27%
CAC
R$ 1,8 mi
investimento gerido

Loja própria

O Beautydrink Cranberry, carro-chefe da marca, virou a porta de entrada dos kits: quem chegava pela lata avulsa via na mesma página a rotina completa e o preço por dia de cada opção.

Modelo segurando a lata de Beautydrink Cranberry e o mixer da marca
Beautydrink Cranberry, fotografia oficial da marca (beautyin.com)
+36%
ticket médio
+29%
taxa de conversão
52%
dos pedidos com kit

Contra 18% antes do projeto.

CRM e reposição

A régua passou a mandar a mensagem certa para cada lata: lembrete antes de acabar, sugestão do par manhã e noite para quem tomava só um, e nenhum cupom para quem já ia comprar de qualquer jeito.

41%
recompra em 90 dias

Contra 24% nos 12 meses anteriores.

38%
da receita vinda da base

Mercado Livre

A loja oficial ficou com as latas avulsas, preço igual ao da loja própria e Product Ads nas buscas genéricas por colágeno, em vez de disputar a cliente que já procurava a marca pelo nome.

+48%
receita na loja oficial
9,2%
ACOS médio de Product Ads

O comportamento que esses números mostram: a cliente da Beautyin passou a comprar a rotina, e não a lata da promoção. A recompra subiu porque a mensagem chega antes de o produto acabar, e o cupom saiu da conversa.

O que fica

Mais que o faturamento do período, mudou a forma de vender. A Beautyin saiu de um calendário de promoções para uma base que repõe o produto no ritmo em que consome, com cada loja cumprindo um papel e um dashboard que mostra, por kit e por canal, onde está a margem. E a história que a marca construiu desde 2010 voltou a trabalhar a favor dela, agora dentro da mídia.

“A gente vendia muita lata na semana do cupom e quase nada na seguinte. Hoje a cliente compra a rotina inteira e volta antes de acabar, sem esperar desconto.”
Renata AlbuquerqueGerente de E-commerce, Beautyin (nome fictício)

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