O desafio
Um e-commerce de notebooks de alto desempenho, com ticket entre R$ 8 e 15 mil, disputando cada clique com importados de marketplace e desktops montados. A mídia comprava comparação: quem chegava ao site vinha de buscas por placa de vídeo e preço, convertia pouco e esquecia a marca no dia seguinte.
O agravante: o custo do clique nas categorias de tecnologia subiu 40% em um ano (dado fictício), e cada real de mídia rendia menos. Escalar o investimento naquele funil seria pagar mais caro pelo mesmo comprador de planilha — o que compara specs em cinco abas e fecha na mais barata.
A estratégia
A leitura da Novak: o problema não era tráfego, era o território da conversa. A operação foi reposicionada em três movimentos:
- Margem no comando — campanhas reorganizadas por margem e categoria, não por volume; verba única realocada toda semana conforme o retorno real de cada linha.
- Da spec ao desejo — a Avell parou de anunciar ficha técnica e passou a anunciar o que ela viabiliza: renderizar, competir, criar. Alta performance nacional, com suporte de quem entende, contra a caixa cinza importada.
- Funil inteiro na mesa — tracking server-side e dashboard compartilhado, para saber onde cada real entra, escapa e volta.
“A decisão mais difícil foi cortar as campanhas de comparação que ainda davam ROAS positivo. Elas pagavam a conta, mas alimentavam exatamente o comprador que a gente queria deixar de disputar.
”
A execução
O trabalho rodou em três fases ao longo de 14 meses:
Fase 1 — Fundação (meses 1–3). Reestruturação das contas com whitelist e contingência, tracking server-side, dashboard de funil e a auditoria de margem que definiu onde a mídia podia escalar.
Fase 2 — Território (meses 4–9). Nova linha criativa "Feita para quem faz" rodando em vídeo curto, creators de tecnologia e engenharia gravando com as máquinas em uso real, e SEO atacando as buscas de tarefa ("notebook para renderização", "notebook para engenharia") em vez das buscas de peça.

Fase 3 — Escala (meses 10–14). Black November com war room diário, orçamento realocado por hora nas categorias de maior margem e régua de CRM ativando a base para recompra e acessórios.
Os resultados
Em 14 meses, a operação saiu de um funil dependente de comparação de preço para uma marca que gera busca própria — e os números fictícios abaixo mostram como cada frente contribuiu:
Mídia paga
A realocação semanal por margem concentrou a verba onde a Avell ganha, e as contas whitelist sustentaram a veiculação nos picos sem bloqueio.
- 6,2×
- ROAS médio no período
- -31%
- CAC
- R$ 5,4 mi
- investimento gerido
Contra 3,8× nos 12 meses anteriores.
Loja e checkout
CRO priorizado por impacto em receita: páginas de tarefa no lugar de fichas técnicas e um checkout que parou de perder venda no frete.

- +47%
- taxa de conversão
- +82%
- tráfego orgânico
Creators e comunidade
Dezoito creators de tecnologia e engenharia usando as máquinas em projeto real — sem roteiro de anúncio — deram à marca a prova social que ficha técnica não dá. A presença em arenas de esports fechou o ciclo de pertencimento.
- 214
- conteúdos publicados
- +38%
- busca pela marca
Crescimento das buscas por "Avell" no Google no período.
CRM e recompra
A régua de recompra e acessórios transformou a base que a mídia já tinha pago em receita recorrente.
- 31%
- da receita vinda da base
- +26%
- receita de recompra
O comportamento que esses números comprovam: a Avell passou a ser procurada pelo nome, não pela peça. A conversão subiu porque o visitante já chegava decidido — e o preço deixou de ser o único argumento na mesa.
O que fica
Mais que o resultado do período, mudou o ativo: a Avell saiu de um funil alugado — dependente de leilão de clique — para uma marca com busca própria, base ativa e um dashboard que diz toda semana onde o próximo real deve entrar. É a diferença entre comprar demanda e construir preferência.
“A Novak tirou a gente da guerra de preço. Hoje a Avell vende performance e pertencimento — o desconto virou detalhe.”

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